Nos 90 anos do Oscar, relembre ícones do cinema que viraram moda

16:55 Posted by: Denise Helena 0 comments

A cerimônia de entrega do Oscar está completando hoje 90 anos. Em 16 de maio de 1929, a academia atribuía sua primeira estatueta, que era dada embrulhada em papel transparente. Desde o cinema mudo e com mais força nas produções do expressionismo alemão, roupas usadas em filmes tornaram-se referência e, muitas vezes, saíram das telas e ganharam a vida real, tornando-se objetos de consumo.

De lá para cá, não se pode pensar em cinema sem pensar em moda. Fundamental para retratar uma época, compor personagens ou até lançar tendências, as roupas criadas para filmes influenciam há décadas. Em meio à 62ª edição do Festival de Cannes e relembrando o nonagésimo aniversário da festa do Oscar, o Terra selecionou alguns dos figurinos mais importantes do cinema. Nem todos ganharam a estatueta, mas foram aclamados mundo afora.
A loira platinada originalTodos se lembram de Marilyn Monroe, mas foi Jean Harlow, ainda nos anos 1930, que lançou a moda dos cabelos platinados. Ela é conhecida como a Original Blond Bombshell, ou seja, o primeiro fenômeno loiro, em livre tradução. Na mesma década, Lana Turner estréia seu primeiro filme, They Won´t Forget (1937), e seu personagem usa um suéter, peça que se tornaria sua marca registrada. O estúdio para o qual trabalhava, o MGM, usou o apelido "garota do suéter" para alavancar a carreira da atriz.
Em 1940, Gingers Rogers ganhou o Oscar de melhor atriz por seu papel como protagonista do filme Kitty Foyle. O figurino da personagem virou moda, principalmente um vestido preto de bolinhas brancas, que se tornou febre na época. Em 1946, um dos figurinos usados pela atriz Rita Hayworth, em Gilda, ficaria associado eternamente ao ícone máximo de sensualidade: vestido tomara-que-caia e luvas. A cena na qual a atriz dança e tira apenas uma das luvas é considerada uma das mais memoráveis de todos os tempos.

Também exemplo de sensualidade, só que mais explícita, é a cena em que Marilyn Monroe deixa a saia de seu vestido branco frente-única ser levantada pelo vento da grade do metrô de Nova York, no filme O Pecado Mora ao Lado, de 1955.

O vestido preto Na década de 1960, figurinos assinados por grandes estilistas se tornavam referência para outros designers que replicavam os modelos à exaustão, alguns até hoje. Audrey Hepburn, interpretando Holly Golightly em Bonequinha de Luxo (1961), transformou o vestido preto - que já tinha sido introduzido na moda por Chanel - na pedra fundamental do guarda-roupa moderno. A expressão The Little Black Dress, hoje carinhosamente chamada de LBD, é coringa para mulhers de todas as idades. "O figurino é perfeito! A atitude, as jóias, o cabelo, tudo muito elegante", diz o estilista Valdemar Iodice, para quem o filme tem um dos figurinos mais memoráveis de todos os tempos. Grande parte das peças de Bonequinha foi assinada por Givenchy, que ficou mundialmente famoso quando vestiu pela primeira vez Audrey Hepburn em Sabrina (1954), que recebeu o Oscar de melhor figurino.Outro caso de parceria entre estilista e atriz aconteceu entre Yves Saint Laurent e Catherine Deneuve, no filme A Bela da Tarde (1967). Os casacos e tailleurs extremamente bem-cortados usados pela rica Séverine tornaram-se ícones e, assim como aconteceu com Givenchy, serviram para reforçar o estilo de Laurent. Nesta temporada, em que os anos 80 serviram como fonte de inspiração para marcas em todo o mundo, a moda de um filme ícone da década, Blade Runner (1982), ganhou as ruas. Principalmente o figurino usado pela atriz Sean Young: uma jaqueta de couro com ombros bem pronunciados. A francesa Balmain lançou uma versão bem semelhante e já está nas ruas em personalidades como Rihanna, Beyoncé e Victoria Beckham. "Em Blade Runner é tudo muito moderno, foi minha inspiração para coleção Inverno 2009", diz Valdemar Iodice.
Homens também lançam modaDe cigarro na boca, chapéu tipo fedora (de feltro com dobra na cabeça) e trench-coat, Humphrey Bogart fez do figurino de Casablanca (1942) um clássico. O modelo de casaco usado por ele foi batizado com seu nome e até hoje figura em coleções, como a da estilista Diane Von Furstenberg. Outro ator que emprestou nome à peça de roupa foi James Dean depois do filme Juventude Transviada (1955). As jaquetas usadas por seu personagem passaram a fazer parte do guarda-roupa de homens em todo o mundo e até hoje são itens clássicos do guarda-roupa masculino.
Mas foi mesmo a combinação de calça jeans, camiseta branca e jaqueta de couro que influenciou toda uma geração. Trata-se do figurino de Marlon Brando no filme O Selvagem (1953), no qual interpreta Johnny Strabler, o líder de uma gangue de motociclistas. A camisa branca também fez sucesso no filme Aconteceu Naquela Noite (1934), vencedor de cinco Oscar. Na produção, Peter Warren, vivido por Clark Gable, um jornalista desempregado, não usa a peça por baixo da camisa como era costume até então. Essa nova maneira de se vestir passa a ser adotada pelos homens e registrou-se queda nas vendas da camiseta nos Estados Unidos na época. Embalos de Sábado à Noite, de 1977, é o filme que transformou John Travolta em astro e o terno de poliéster com camisa de colarinho aberto ou camiseta decotada em febre. O figurino, completado com sapato tipo Oxford (bicolor) lançou a moda discoteca, tornando-se marca registrada de um estilo.

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