Negros nas Passarelas

04:12 Posted by: Denise Helena 0 comments

Depois da polêmica sobre a presença de modelos negras nos desfiles do SPFW, parece que a questão começa a ser resolvida.
O Ministério Público Estadual e a empresa Luminosidade Marketing & Produções Ltda., organizadora do São Paulo Fashion Week, estabeleceram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Dessa forma, a organização desta edição terá que estimular a participação dos negros afro-descendentes e indígenas no evento, como forma de promover a inclusão social no mundo da moda.
No documento, a São Paulo Fashion Week se compromete a sugerir a todas as grifes participantes do evento, com antecedência mínima de 15 dias a cada edição, a utilização de pelo menos 10% de modelos negros, afro-descendentes ou indígenas. O TAC considera afro-descendente aquele com ascendência por consangüinidade até o 2º grau.
No documento, a SPFW também se compromete a encaminhar para o Ministério Público, no prazo de 30 dias após cada edição, durante dois anos, a comprovação de cumprimento da cláusula, bem como relação de todos os modelos que desfilaram, por desfile e por grife, apontando aqueles que se inserem nesse critério.
O termo prevê multa de R$ 250 mil em caso de descumprimento de qualquer cláusula pela São Paulo Fashion Week. “Não se trata de querer impor uma cota racial, mas de promover a inclusão social nesse segmento”, ressalta a promotora de Justiça coordenadora do GAEIS, Deborah Kelly Affonso, em nota publicada no site do Ministério Público.
De acordo com a promotora, na hipótese de impossibilidade de cumprimento da recomendação, em razão, por exemplo, da temática de determinado desfile, a grife poderá apresentar justificativa, que será analisada pelo MP.

“Esse TAC é um instrumento importante de inclusão social na medida em que cria a oportunidade para se ampliar a participação desses modelos em um dos cinco maiores eventos de moda do mundo”, resume a promotora.

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